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Meu Lugar no Mundo

terça-feira, 1 de março de 2011

Primeiros Socorros (parte 3) – O que fazer na prática

HEMORRAGIA EXTERNA
É a perda de sangue provocada pelo rompimento de um vaso sangüíneo, podendo ser arterial, venosa ou capilar. Toda hemorragia deve ser controlada IMEDIATAMENTE. A hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte de 3 a 5 minutos.

COMO PROCEDER
- Mantenha a região que sangra em posição mais elevada que o resto do corpo. Use uma compressa ou um pano limpo sobre o ferimento, pressionando-o com firmeza, a fim de estancar o sangramento.
- Comprima com os dedos ou com a mão os PONTOS DE PRESSÃO, onde os vasos são mais superficiais, caso continue o sangramento. Dobre o joelho - se o ferimento for na perna; o cotovelo - se no antebraço, tendo o cuidado de colocar POR DENTRO da parte dobrada, bem junto da articulação, um chumaço de pano, algodão ou papel.
- Aplique o TORNIQUETE somente em casos de hemorragia grave, que não "possa" ser dominada por outros meios - braço ou perna amputados, esmagados ou dilacerados.
Para fazer o torniquete proceda do seguinte modo:
- Use uma tira de pano resistente e largo, um lenço, fralda, gravata etc., para fazer o torniquete.
- Coloque um rolo de pano no provável trajeto do vaso que sangra.
- Passe a tira ao redor do braço ou da perna (duas vezes), logo acima do ferimento, prendendo o rolo de pano.
- Dê um meio nó (como o primeiro nó da amarração do tênis), coloque um pedaço pequeno de madeira no meio do nó (lápis por exemplo) e dê um nó completo sobre a madeira. Torça o pedaço de madeira até parar a hemorragia, quando parar fixe o pedaço de madeira.
- Marque na testa da vítima ou em lugar visível, a hora e os minutos da aplicação do torniquete.
- Mantenha o torniquete a descoberto e em observação.
- Desaperte gradualmente a cada 10 ou 15 minutos.
- Conserve-o frouxo no lugar, quando cessada a hemorragia.
- Aperte-o novamente, se necessário.

IMPORTANTE: Não use arame, corda, barbante ou material muito fino para fazer o torniquete.
Evite o ESTADO DE CHOQUE.
Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo.

ASFIXIA
Dificuldade ou parada respiratória, podendo ser provocada por: choque elétrico, afogamento, deficiência de oxigênio atmosférico, obstrução das vias aéreas (boca, nariz e garganta) por corpo estranho, envenenamento, etc. A falta de oxigênio pode provocar seqüelas dentro de 3 a 5 minutos, caso não seja atendido convenientemente.

COMO SE MANIFESTA
- Atitudes que caracterizem dificuldade na respiração.
- Ausência de movimentos respiratórios.
- Inconsciência.
- Cianose (lábios, língua e unhas arroxeadas).
- Midríase (pupilas dilatadas).

COMO PROCEDER
-  Encorajar a vítima a tossir.
- Realizar a manobra de Heimlich.
- Executar a respiração de socorro boca-a-boca.
- Em caso de parada cardiorrespiratória, executar a reanimação cárdio pulmonar (RCP).
- Procure o hospital mais próximo.

AFOGAMENTO
Asfixia provocada pela obstrução do aparelho respiratório por líquidos. Geralmente ocorre por uma câimbra, mal jeito, uma onda mais forte, inundação ou enchente e por quem se lança na água sem saber nadar.

COMO SE MANIFESTA
- Agitação.
-Dificuldade respiratória.
- Inconsciência.
- Parada respiratória.
- Parada cardíaca.

COMO PROCEDER
- Tentar retirar a vítima da água utilizando material disponível (corda, bóia, remo, etc).
- Em último caso e se souber nadar muito bem, aproxime-se da vítima pelas costas, segure-a e mantenha-a com a cabeça fora d"água.
- Se a vítima estiver inconsciente, inicie IMEDIATAMENTE a respiração de socorro boca-a-boca ainda dentro d"água.
- Coloque a vítima deitada em decúbito dorsal com a cabeça mais baixa que o corpo quando fora d"água.
- Insista na respiração de socorro se necessário.
- Execute a massagem cardíaca externa se a vítima apresentar ausência de pulso e midríase (pupilas dilatadas).
- Friccione vigorosamente os braços e as pernas da vítima, estimulando a circulação.
- Remova a vítima para o hospital mais próximo.

Desmaios e Estado de Choque
É o conjunto de manifestações que resultam de um desequilíbrio entre o volume de sangue circulante e a capacidade do sistema vascular, causados geralmente por: choque elétrico, hemorragia aguda, queimadura extensa, ferimento grave, envenenamento, exposição a extremos de calor e frio, fratura, emoção violenta, distúrbios circulatórios, dor aguda e infecção grave.

TIPOS DE ESTADO DE CHOQUE:
 Choque Cardiogênico: Incapacidade do coração de bombear sangue para o resto do corpo. Possui as seguintes causas: infarto agudo do miocárdio, arritmias, cardiopatias;
 Choque Neurogênico: Dilatação dos vasos sangüíneos em função de uma lesão medular. Geralmente é provocado por traumatismos que afetam a coluna cervical;
 Choque Séptico: Ocorre devido a incapacidade do organismo em reagir a uma infecção provocada por bactérias ou vírus que penetram na corrente sangüínea liberando grande quantidade de toxinas;
 Choque Hipovolêmico: Diminuição do volume sangüíneo. Possui as seguintes causas:
Perdas sangüíneas - hemorragias internas e externas.
Perdas de plasma - queimaduras e peritonites.
Perdas de fluídos e eletrólitos - vômitos e diarréias.
 Choque Anafilático: Decorrente de severa reação alérgica. Ocorre as seguintes reações:
Pele: urticária, edema e cianose dos lábios;
Sistema respiratório: dificuldade de respirar e edema da árvore respiratória;
Sistema circulatório: dilatação dos vasos sangüíneos, queda da pressão arterial, pulso fino e fraco, palidez.

COMO SE MANIFESTA
- A pele fica fria e pegajosa, aumenta a sudorese (transpiração abundante) na testa e nas palmas das mãos, a face fica pálida com expressão de sofrimento. A pessoa tem uma sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores.
- A pessoa pode sentir náuseas e vômitos, a ventilação fica curta, rápida e irregular. Perturbação visual com dilatação da pupila, perda do brilho dos olhos, o pulso fica fraco e rápido e a pessoa pode ficar parcialmente ou totalmente inconsciente.

COMO PROCEDER
- Realize uma rápida inspeção na vítima, combata, evite ou contorne a causa do estado de choque, se possível. Mantenha a vítima deitada e em repouso, controle toda e qualquer hemorragia externa, verifique se as vias aéreas estão permeáveis, retire da boca, se necessário secreção, dentadura ou qualquer outro objeto.
- Execute a massagem cardíaca externa associada à respiração de socorro boca-a-boca, se a vítima apresentar ausência de pulso, dilatação das pupilas e parada respiratória.
- Afrouxe a vestimenta da vítima, vire a cabeça da vítima para o lado caso ocorra vômito.
- Eleve os membros inferiores cerca de 30 cm, exceto nos casos de choque cardiogênicos (infarto agudo do miocárdio, arritmias e cardiopatias) pela dificuldade de trabalho do coração. Procure aquecer a vítima.
- Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo.

Fonte: saúde em movimento.com.br

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Primeiros Socorros Parte 2 - As fases do socorro

AVALIAÇÃO DO AMBIENTE
A primeira atitude a ser tomada no local do acidente é avaliar os riscos que possam colocar em perigo a pessoa prestadora dos primeiros socorros. Se houver algum perigo em potencial, deve-se aguardar a chegada do socorro especializado. Nesta fase, verifica-se também a provável causa do acidente, o número de vítimas e a gravidade das mesmas e todas as outras informações que possam ser úteis para a notificação do acidente. Proceda da seguinte forma:
  1. Mantenha a vítima deitada, em posição confortável, até certificar-se de que a lesão não tem gravidade;
  2. Investigue particularmente a existência de hemorragia, envenenamento, parada respiratória, ferimentos, queimaduras e fraturas;
  3. Dê prioridade ao atendimento dos casos de hemorragia abundante, inconsciência, parada cardiorrespiratória, estado de choque e envenenamento, pois EXIGEM SOCORRO IMEDIATO.
  4. Verifique se há lesão na cabeça, quando o acidentado estiver inconsciente ou semiconsciente. Havendo hemorragia por um ou ambos os ouvidos, ou pelo nariz, PENSE em fratura de crânio;
  5. Não dê líquidos a pessoas inconscientes;
  6. Recolha, em caso de amputação, a parte seccionada, envolva-a em um pano limpo para entrega IMEDIATA ao médico;
  7. Certifique-se de que qualquer providência a ser tomada não venha a agravar o estado da vítima;
  8. Chame o médico ou transporte a vítima, SE NECESSÁRIO. Forneça as seguintes informações:
- Local, horário e condições em que a vítima foi encontrada;
- Quais os Primeiros Socorros a ela prestados.
  1. Inspire confiança - EVITE O PÂNICO
  2. Comunique a ocorrência a autoridade policial local.
SOLICITAÇÃO DE AUXíLIO 
Solicite se possível a outra pessoa que peça auxílio chamando o socorro especializado comunicando a provável causa do acidente, o número de vítimas, a gravidade das mesmas e todas as outras informações que ele precisar. Estas informações você terá obtido anteriormente, durante a fase de avaliação do ambiente.
SINALIZAÇÃO
Efetuar, sempre que necessário, a sinalização do local para evitar a ocorrência de novos acidentes. Pode ser feita com cones, fita zebrada, ou qualquer objeto que chame a atenção de outras pessoas para o cuidado com o local, na falta destes recursos, pode-se pedir para que uma pessoa fique sinalizando a uma certa distância.
ATENDIMENTO
Ao iniciar o atendimento, deve-se ter em mente o que fazer e o que não fazer. Manter o autocontrole é imprescindível nesta fase. Não minta para a vítima. Procure expressar segurança e confiança no que faz. No atendimento, a pessoa que estiver prestando os primeiros socorros deve realizar os dois exames básicos: exame primário e exame secundário.
EXAME  PRIMÁRIO O exame primário consiste em verificar:
  • se a vítima está consciente;
  • se a vítima está respirando;
  • se as vias aéreas estão desobstruídas;
  • se a vítima apresenta pulso.
Este exame deve ser feito em 2 minutos ou menos. Se a vítima não estiver respirando, mas apresentar batimentos cardíacos (pulso), iniciar a respiração artificial conforme o procedimento. Caso não haja sinal de pulso, iniciar a RCP segundo o procedimento.
EXAME SECUNDÁRIO Consiste na verificação de:
1-    Avaliar o nível de consciência.
2-    Escala de Coma de Glasgow.
3-    Avaliar os 4 sinais vitais:
§  pulso.
§  respiração.
§  pressão arterial (PA), quando possível.
§  temperatura.
4-    Avaliar os 3 Sinais Diagnósticos:
  • tamanho das pupilas;
  • enchimento capilar (perfusão sangüíneas das extremidades);
  • cor da pele.
Realizar o exame físico na vítima:
  pescoço;
  cabeça;
  tórax;
  abdômen;
  pelve;
  membros Inferiores;
  membros Superiores;
  dorso.
O que o prestador de primeiros socorros deve observar ao avaliar o pulso e a respiração
Pulso:
·         Freqüência: É aferida em batimentos por minuto, podendo ser normal, lenta ou rápida.
·         Ritmo: É verificado através do intervalo entre um batimento e outro. Pode ser regular ou irregular.
·         Intensidade: É avaliada através da força da pulsação. Pode ser cheio (quando o pulso é forte) ou fino (quando o pulso é fraco).

Respiração:
·         Freqüência: É aferida em respirações por minuto, podendo ser: normal, lenta ou rápida.
·         Ritmo: É verificado através do intervalo entre uma respiração e outra, podendo ser regular ou irregular.
·         Profundidade: Deve-se verificar se a respiração é profunda ou superficial.

Fonte: saúde em movimento.com.br

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fisioterapia nas Situações de Calamidades Sociais e Naturais - Primeiros Socorros as Vítimas da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro – Parte 1

Introdução

Desde 12 de janeiro deste ano, acompanhando a tragédia causada pelas chuvas e pelo descaso de décadas, das autoridades nos projetos de urbanização das cidades da região serrana, que causaram a morte de centenas de pessoas, comecei a refletir sobre a possibilidade real de participação da fisioterapia nas calamidades.

Assistimos todos nós, através da mídia, a extensão da tragédia e as dificuldades, muitas, no socorro as vítimas, embora a mobilização de voluntários tenha sido grande. 

Toda a sociedade se emocionou e procurou ajudar de alguma forma. Vários profissionais da saúde, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, técnicos em saúde, entre outros, se ofereceram, foram convocados ou convidados a participarem dos trabalhos de salvamento dos sobreviventes da catástrofe, a qual tinha no momento caráter emergencial, muitas vidas dependiam do desprendimento e qualificação destes profissionais.

Cada vez mais, vê-se o quanto se é importante ter o conhecimento em primeiros socorros, o quão fundamental é, nas atuais circunstâncias em que vivemos hoje nas grandes cidades, onde há muita correria, pressa, estresse, desorganizações sociais e violência generalizada, estarmos capacitados ao atendimento de urgência e pré hospitalar.

Tenho parentes que moram em Teresópolis, e sendo fisioterapeuta, filha e mãe, iniciei uma reflexão sobre o real preparo e capacidade de nós, fisioterapeutas, mediante circunstâncias drásticas, onde a condição de equilíbrio emocional e de conhecimento prático em primeiros socorros torna-se um fator preponderante, fazendo parte de requisitos básicos para atuarmos em tais situações extremas.

Profissionais de outras áreas da saúde e autoridades da gestão pública, ainda desconhecem a aplicabilidade e resolutividade das ações fisioterapêuticas  em situações de extrema necessidade social. Até mesmo alguns fisioterapeutas não estão cientes das suas competências, habilidades e legalidade de atuação profissional diante de situações de urgência, em que é primordial a assistência especializada para salvar vidas.

Dentro da legislação, encontramos na Resolução COFFITO nº 29, anexo VII, dando amparo legal e legítimo de atuação. A resolução diz que é proibido ao fisioterapeuta “Negar assistência à comunidade em caso de guerra, catástrofe, epidemia ou grave crise social, ou pleitear vantagem pessoal para a prestação dessa assistência, sob pena de repreensão e multa ou suspensão do exercício profissional ou cancelamento da inscrição”.

Este parágrafo nos confere legalidade de ação, mas para a realização de assistência adequada o profissional deve estar preparado tecnicamente.

Acreditem, há alguns anos, ouvi o relato de colegas que temiam andar de branco, pois uma emergência em transito poderia ocorrer e serem confundidos com médicos e neste momento não saberiam como agir.

Na verdade, isto ocorre porque nos tornamos profissionais científicos e tecnicamente preparados para atuarmos em fase primária e terciária. Pouco se fala sobre a assistência emergencial e pré-hospitalar, e menos ainda nos é, e nos foi, ensinado sobre os atendimentos em casos de calamidades, catástrofes, incêndio, afogamento, atropelamentos, acidentes automobilísticos, de motos, convulsões e desmaios.

Muitos de nós, fisioterapeutas, nos preparamos em cima de métodos tradicionais, que se baseiam dentro de muitas técnicas de cinesioterapia e terapias manuais, que nos traz crescimento técnico profissional. Por outro lado, nos colocamos no mercado de trabalho, em busca de setores específicos como UTIs em hospitais, clínicas especializadas e consultórios, afastando-nos muitas vezes, do estudo constante dos conhecimentos primários da fisiologia e da clínica.
    
Durante a graduação de fisioterapia, em todas as instituições de ensino, existem dentro da grade curricular, as disciplinas de fisiologia, patologia, biomecânica aprofundada, cinesioterapia, métodos e técnicas de fisioterapia (grande parte métodos internacionais), disciplinas aplicadas em todas as especialidades clínicas, e radiodiagnóstico. Em algumas já há a inserção das disciplinas de primeiros socorros e análises laboratoriais.

Pressupõe-se que ao fim do curso, após estudos, o acadêmico esteja pronto para atuar em todas as áreas, inclusive estando apto a atender pessoas em situação de emergência. Contudo já é sabido hoje, que para  a obtenção de maior capacitação e segurança, o profissional deverá estar em constante atualização, realizando cursos de especialização e extensão, em especial, credenciados ao Conselho de Fisioterapia – CREFITO.

Assim sendo, pressumi-se que o profissional tenha suporte técnico científico, podendo em casos de emergência, diagnosticar e oferecer os primeiros atendimentos em situação pré-hospitalar, tendo todas as condições de integrar uma equipe de socorristas, realizando exame primário e secundário.

Para atuar, o fisioterapeuta especialista, deverá estar apto à: atender em estados de calamidades o paciente em estado de choque, realizar ressuscitação cárdio pulmonar, atuar nas asfixia e afogamento, reconhecer e mobilizar nas lesões traumatológicas gerais, promover adequada imobilização e remoção do assistido sem agravamento do seu quadro clínico.

Para atuar conscientemente e com exatidão profissional o fisioterapeuta deverá ainda, especializar-se na prática, participando de cursos específicos em primeiros socorros, onde realmente poderá estar preparado de maneira segura e precisa, atendendo de forma adequada e rápida aos que necessitam de atendimento emergencial diante de calamidades e catástrofes.
 
E você colega fisioterapeuta sabe como agir em situações de emergência? Sabe como aplicar seus conhecimentos? Tem mesmo conhecimento real da existência das  habilidades, autonomia e responsabilidades, social, profissional e ética diante das calamidades sociais e naturais?

Concluindo, a efetiva e ideal atuação do fisioterapeuta em uma equipe de salvamento, se dá graças aos conhecimentos que o capacitam, o qual não somente prestará o devido atendimento a vítima, como também atuará junto à equipe, executando ações preventivas que garantirá a saúde e qualidade de vida da vítima e do socorrista.

Em breve darei continuidade ao assunto, no desejo de estar colaborando no crescimento da Fisioterapia. Postarei os conceitos e aplicações em primeiros socorros a vítimas de calamidades sociais e naturais.

Autoria: Ft. Maristela Antunes