RIO DE JANEIRO/RJ

RIO DE JANEIRO/RJ
Meu Lugar no Mundo

terça-feira, 1 de março de 2011

Primeiros Socorros (parte 4) Lesões Ósseas – O que fazer na prática

FRATURAS
É a ruptura do osso. O PRIMEIRO SOCORRO consiste em impedir o deslocamento das partes quebradas, evitando assim o agravamento da lesão.

AS FRATURAS PODEM SER
- Fechadas - quando o osso quebrado não perfura a pele.
- Exposta - quando o osso quebrado rompe a pele.
COMO SE MANIFESTA
Dor e edema (inchaço) local, Dificuldade ou incapacidade de movimentação, Posição anormal da região atingida. Há uma sensação de atrito das partes ósseas no local da fratura, em fratura expostas há a rotura da pele com exposição do osso fraturado.
COMO PROCEDER
Fratura Fechada
- Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida e o estado de choque.
- Aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado, até posterior orientação médica.
- Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano.
- Proteja a região lesada usando algodão ou pano, afim de evitar danos à pele, faça a imobilização de modo que o aparelho atinja as duas articulações próximas à fratura.
- Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, SEM APERTAR, em 4 pontos: ACIMA e ABAIXO DO LOCAL DA LESÃO e ACIMA e ABAIXO das articulações próximas à região lesão.
- Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso quebrado no lugar)

Fratura Exposta
- Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida. Estanque a HEMORRAGIA e faça um curativo protetor sobre o ferimento, usando compressas, lenço ou pano limpo.
- Evite o estado de choque, aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado, até posterior orientação médica.
- Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano.
- Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização.
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso quebrado no lugar).

FRATURA DE CLAVÍCULA
COMO SE MANIFESTA
Dor intensa no local da fratura e o acidentado não consegue movimentar o braço do lado afetado e sustento com o outro braço na altura do cotovelo para diminuir a dor.
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso.
- Evite movimentar a região atingida.
- Coloque um chumaço de algodão ou pano dobrado entre o braço lesado e o tórax (região axilar).
- Fixe o braço de encontro ao tórax, usando duas faixas de pano.
- Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira).
- PROCURE UM MÉDICO.
FRATURA DE BRAÇO (úmero)
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso
- Evite movimentar a região atingida
- Coloque um chumaço de algodão ou pano dobrado entre o braço lesado e o tórax (região axilar)
- Proteja o face externa do braço com uma tala, do ombro ao cotovelo
- Fixe o braço assim protegido de encontro ao tórax, usando duas faixas de pano
- Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira)
- PROCURE UM MÉDICO

FRATURA DE ANTEBRAÇO (rádio e ou ulna)
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso.
- Evite movimentar a região atingida.
- Dobre o antebraço, mantendo o polegar voltado para cima.
- Proteja a região a ser imobilizada com algodão ou pano limpo.
- Coloque duas talas nas faces interna e externa do antebraço, ULTRAPASSANDO o cotovelo e os dedos.
- Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira).
- PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE PUNHO
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso.
- Evite movimentar a região atingida.
- Dobre o antebraço, mantendo o polegar voltado para cima.
- Proteja a região a ser imobilizada com algodão ou pano limpo.
- Coloque duas talas nas faces interna e externa do antebraço, ULTRAPASSANDO o cotovelo e os dedos.
- Ampare o antebraço com uma tipóia (lenço triangular ou tira).
- PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE COXA (fêmur)
COMO SE MANIFESTA
- Dor intensa agravada pela movimentação.
- Dificuldade ou incapacidade de movimentação.
- Posição anormal da região atingida, podendo ocorrer a rotação do pé.
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso e em decúbito dorsal (deitada de costa).
- Proteja todo o membro com um pano ou algodão.
- Imobilize o membro fraturado na posição ENCONTRADA.
- Coloque duas talas, uma ao longo de toda a face externa, do tornozelo até a axila (na falta de uma tala use cabo de vassoura, guarda-chuva, ripa ou tábua) e a outra na face interna, do tornozelo a virilha.
- PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE PATELA
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso e em decúbito dorsal (deitada de costa).
- Proteja todo o membro com um pano ou algodão, preenchendo o vão do joelho para firmar a articulação.
- Coloque uma tala na face posterior (atrás) da perna, do calcanhar até à parte superior da coxa (na falta da tala use ripa ou tábua).
- PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE PERNA (tíbia e fíbula)
COMO SE MANIFESTA
- Dor intensa agravada pela movimentação.
- Edema (inchaço) local.
- Deformação ou não ao nível da lesão.
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso e em decúbito dorsal (deitada de costa).
- Proteja todo a perna com um pano ou algodão.
- Imobilize a região fraturada na posição ENCONTRADA.
- Coloque duas talas nas faces internas e externas da perna, ULTRAPASSANDO o joelho e o pé (na falta de talas use cabo de vassoura, guarda-chuva, ripa ou tábua).
- PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE TORNOZELO
COMO PROCEDER
- Imobilize como se fosse fratura de perna.

FRATURA DO PÉ
COMO PROCEDER
- Remova (se possível) cuidadosamente o calçado da vítima.
- Proteja a região atingida, até o meio da perna, com pano ou algodão.
- Imobilize o pé e parte da perna, utilizando o próprio sapato, revista, tábua ou travesseiro.
- PROCURE UM MÉDICO.

FRATURA DE CRÂNIO (cabeça)
COMO SE MANIFESTA
- Perda de sangue pelas narinas ou ouvidos.
- Inconsciência ou não.
- Náuseas e vômitos podem surgir imediatamente ou horas após o acidente.
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso e recostada.
- Aplique compressas geladas ou sacos de gelo na região atingida.
- Estanque a HEMORRAGIA.
- Evite o ESTADO DE CHOQUE.
- Inicie a respiração de socorro boca-a-boca, em caso de parada respiratória.
- Execute a massagem cardíaca externa, associada a respiração de socorro boca-a-boca, se a vítima apresentar ausência de pulso e pupilas dilatadas.
- Envolva o pescoço da vítima com pano até oferecer apoio à cabeça e coloque lateralmente travesseiros ou almofadas, a fim de impedir movimentos para os lados.
- Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo.
IMPORTANTE: Toda a vítima com traumatismo de crânio NECESSITA de assistência médica IMEDIATA. NÃO PERCA TEMPO.

ESCALA DE COMA DE GLASGOW (ECG)
A escala de coma de Glasgow é um instrumento de avaliação e diagnóstico, servindo para acompanhamento do estado neurológico da vítima, uniformizando padrões clínicos mundiais sobre a vítima. Para tanto, são atribuídos valores numéricos às seguintes respostas da vítima: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. A pontuação somada em cada um destes itens reflete o status neurológico da vítima.
A pontuação mínima é 03 e a máxima 15, quanto menor a pontuação mais grave é a lesão, quanto maior a pontuação melhor é o estado da vítima. Pontuação menor ou igual a 08, a vítima é considerada em estado de coma.
Parâmetros
Resposta
Pontos
O que significa
Espontânea
4
Olhos abertos e piscando.
ABERTURA
Ao comando verbal
3
Abre os olhos só quando se fala com a pessoa.
OCULAR
À dor
2
Abre os olhos só com algum estímulo doloroso.
Sem resposta
1
Não abre os olhos de forma alguma.
Orientada
5
Sabe o nome, a idade, o dia da semana, onde mora,...
MELHOR
Confusa
4
Confusão de idéias. Ainda responde a alguma pergunta.
RESPOSTA
Palavras desconexas
3
Articula palavras inteiras mas sem sentido algum.
VERBAL
Emite sons
2
Não fala nenhuma palavra apenas sons ou ruídos.
Sem resposta
1
Não emite nenhuma palavra ou som.
Obedece a comandos
6
Diante de um pedido, consegue erguer um membro
MELHOR
Localiza a dor
5
Não move o membro, mas sabe onde está doendo.
RESPOSTA
Flexão normal
4
Diante de um estímulo doloroso, afasta o membro deste.
MOTORA
Flexão anormal
3
Decorticação: braços dobrados por cima do corpo.
Extensão anormal
2
Descerebração: corpo envergado. Punhos para fora.
Sem resposta
1
Nenhuma reação motora.
 
Fratura de Coluna Vertebral (espinha)
COMO SE MANIFESTA
- Dor local após forte traumatismo.
- Dormência nos membros.
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em REPOUSO ABSOLUTO.
- Evite o ESTADO DE CHOQUE.
- Utilize uma SUPERFÍCIE DURA, maca, tábua, porta, etc., para o transporte do acidentado.
- Solicite ajuda de pelo menos cinco (05) pessoas, totalizando com você seis (06) pessoas, para transferir o acidentado, do local onde foi encontrado, para a maca.
- Movimente o acidentado COMO UM BLOCO, isto é, desloque todo o corpo ao mesmo tempo, evitando mexer separadamente a cabeça, o pescoço, o tronco, os braços e as pernas.
- Imobilize o acidentado em decúbito dorsal (deitado de costa) ou em decúbito ventral (deitado de barriga para baixo), preenchendo as curvaturas do corpo com panos dobrados, afim de evitar a movimentação da coluna.
- Evite paradas bruscas do veículo, durante o transporte.
- SOLICITE, sempre que possível, a ASSISTÊNCIA DE UM MÉDICO na REMOÇÃO da vítima.
IMPORTANTE: A movimentação inadequada poderá causar ao acidentado DANOS IRREPARÁVEIS (lesão Medular).

 Fratura de Costela
COMO SE MANIFESTA
- Dor local agravado com os movimentos respiratórios.
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em repouso em posição confortável.
- PROCURE UM MÉDICO.

 Fratura de Pelve (bacia)
COMO SE MANIFESTA
- Dor local após forte traumatismo, que se agrava com a movimentação.
COMO PROCEDER
- Mantenha a vítima em REPOUSO ABSOLUTO e em decúbito dorsal.
- Utilize uma SUPERFÍCIE DURA, maca, tábua, porta etc., para o transporte do acidentado.
- Solicite a ajuda de pelo menos cinco (05) pessoas para transferir o acidentado, do local em que foi encontrado, para a maca.
- Movimente o acidentado COMO UM BLOCO, isto é, desloque todo o corpo ao mesmo tempo, evitando mexer separadamente a cabeça, o pescoço, o tronco, os braços e as pernas.
- Proteja lateralmente a bacia, usando travesseiros, almofadas ou cobertores dobrados.
- Coloque entre as pernas um pano dobrado (um paletó, por exemplo).
- Imobilize a bacia com faixa de pano bem larga ou lençol, fixando o acidentado à maca.
- Amarre com uma faixa de pano o tórax, os joelhos e tornozelos, para maior firmeza na imobilização.
- Evite o ESTADO DE CHOQUE.
- Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo.
IMPORTANTE: A fratura de pelve pode ocasionar perfuração de órgãos internos, hemorragia e conseqüentemente estado de choque. EVITE A MOVIMENTAÇÃO DESNECESSÁRIA DO ACIDENTADO.

Fonte: saúde em movimento.com.br

Primeiros Socorros (parte 3) – O que fazer na prática

HEMORRAGIA EXTERNA
É a perda de sangue provocada pelo rompimento de um vaso sangüíneo, podendo ser arterial, venosa ou capilar. Toda hemorragia deve ser controlada IMEDIATAMENTE. A hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte de 3 a 5 minutos.

COMO PROCEDER
- Mantenha a região que sangra em posição mais elevada que o resto do corpo. Use uma compressa ou um pano limpo sobre o ferimento, pressionando-o com firmeza, a fim de estancar o sangramento.
- Comprima com os dedos ou com a mão os PONTOS DE PRESSÃO, onde os vasos são mais superficiais, caso continue o sangramento. Dobre o joelho - se o ferimento for na perna; o cotovelo - se no antebraço, tendo o cuidado de colocar POR DENTRO da parte dobrada, bem junto da articulação, um chumaço de pano, algodão ou papel.
- Aplique o TORNIQUETE somente em casos de hemorragia grave, que não "possa" ser dominada por outros meios - braço ou perna amputados, esmagados ou dilacerados.
Para fazer o torniquete proceda do seguinte modo:
- Use uma tira de pano resistente e largo, um lenço, fralda, gravata etc., para fazer o torniquete.
- Coloque um rolo de pano no provável trajeto do vaso que sangra.
- Passe a tira ao redor do braço ou da perna (duas vezes), logo acima do ferimento, prendendo o rolo de pano.
- Dê um meio nó (como o primeiro nó da amarração do tênis), coloque um pedaço pequeno de madeira no meio do nó (lápis por exemplo) e dê um nó completo sobre a madeira. Torça o pedaço de madeira até parar a hemorragia, quando parar fixe o pedaço de madeira.
- Marque na testa da vítima ou em lugar visível, a hora e os minutos da aplicação do torniquete.
- Mantenha o torniquete a descoberto e em observação.
- Desaperte gradualmente a cada 10 ou 15 minutos.
- Conserve-o frouxo no lugar, quando cessada a hemorragia.
- Aperte-o novamente, se necessário.

IMPORTANTE: Não use arame, corda, barbante ou material muito fino para fazer o torniquete.
Evite o ESTADO DE CHOQUE.
Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo.

ASFIXIA
Dificuldade ou parada respiratória, podendo ser provocada por: choque elétrico, afogamento, deficiência de oxigênio atmosférico, obstrução das vias aéreas (boca, nariz e garganta) por corpo estranho, envenenamento, etc. A falta de oxigênio pode provocar seqüelas dentro de 3 a 5 minutos, caso não seja atendido convenientemente.

COMO SE MANIFESTA
- Atitudes que caracterizem dificuldade na respiração.
- Ausência de movimentos respiratórios.
- Inconsciência.
- Cianose (lábios, língua e unhas arroxeadas).
- Midríase (pupilas dilatadas).

COMO PROCEDER
-  Encorajar a vítima a tossir.
- Realizar a manobra de Heimlich.
- Executar a respiração de socorro boca-a-boca.
- Em caso de parada cardiorrespiratória, executar a reanimação cárdio pulmonar (RCP).
- Procure o hospital mais próximo.

AFOGAMENTO
Asfixia provocada pela obstrução do aparelho respiratório por líquidos. Geralmente ocorre por uma câimbra, mal jeito, uma onda mais forte, inundação ou enchente e por quem se lança na água sem saber nadar.

COMO SE MANIFESTA
- Agitação.
-Dificuldade respiratória.
- Inconsciência.
- Parada respiratória.
- Parada cardíaca.

COMO PROCEDER
- Tentar retirar a vítima da água utilizando material disponível (corda, bóia, remo, etc).
- Em último caso e se souber nadar muito bem, aproxime-se da vítima pelas costas, segure-a e mantenha-a com a cabeça fora d"água.
- Se a vítima estiver inconsciente, inicie IMEDIATAMENTE a respiração de socorro boca-a-boca ainda dentro d"água.
- Coloque a vítima deitada em decúbito dorsal com a cabeça mais baixa que o corpo quando fora d"água.
- Insista na respiração de socorro se necessário.
- Execute a massagem cardíaca externa se a vítima apresentar ausência de pulso e midríase (pupilas dilatadas).
- Friccione vigorosamente os braços e as pernas da vítima, estimulando a circulação.
- Remova a vítima para o hospital mais próximo.

Desmaios e Estado de Choque
É o conjunto de manifestações que resultam de um desequilíbrio entre o volume de sangue circulante e a capacidade do sistema vascular, causados geralmente por: choque elétrico, hemorragia aguda, queimadura extensa, ferimento grave, envenenamento, exposição a extremos de calor e frio, fratura, emoção violenta, distúrbios circulatórios, dor aguda e infecção grave.

TIPOS DE ESTADO DE CHOQUE:
 Choque Cardiogênico: Incapacidade do coração de bombear sangue para o resto do corpo. Possui as seguintes causas: infarto agudo do miocárdio, arritmias, cardiopatias;
 Choque Neurogênico: Dilatação dos vasos sangüíneos em função de uma lesão medular. Geralmente é provocado por traumatismos que afetam a coluna cervical;
 Choque Séptico: Ocorre devido a incapacidade do organismo em reagir a uma infecção provocada por bactérias ou vírus que penetram na corrente sangüínea liberando grande quantidade de toxinas;
 Choque Hipovolêmico: Diminuição do volume sangüíneo. Possui as seguintes causas:
Perdas sangüíneas - hemorragias internas e externas.
Perdas de plasma - queimaduras e peritonites.
Perdas de fluídos e eletrólitos - vômitos e diarréias.
 Choque Anafilático: Decorrente de severa reação alérgica. Ocorre as seguintes reações:
Pele: urticária, edema e cianose dos lábios;
Sistema respiratório: dificuldade de respirar e edema da árvore respiratória;
Sistema circulatório: dilatação dos vasos sangüíneos, queda da pressão arterial, pulso fino e fraco, palidez.

COMO SE MANIFESTA
- A pele fica fria e pegajosa, aumenta a sudorese (transpiração abundante) na testa e nas palmas das mãos, a face fica pálida com expressão de sofrimento. A pessoa tem uma sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores.
- A pessoa pode sentir náuseas e vômitos, a ventilação fica curta, rápida e irregular. Perturbação visual com dilatação da pupila, perda do brilho dos olhos, o pulso fica fraco e rápido e a pessoa pode ficar parcialmente ou totalmente inconsciente.

COMO PROCEDER
- Realize uma rápida inspeção na vítima, combata, evite ou contorne a causa do estado de choque, se possível. Mantenha a vítima deitada e em repouso, controle toda e qualquer hemorragia externa, verifique se as vias aéreas estão permeáveis, retire da boca, se necessário secreção, dentadura ou qualquer outro objeto.
- Execute a massagem cardíaca externa associada à respiração de socorro boca-a-boca, se a vítima apresentar ausência de pulso, dilatação das pupilas e parada respiratória.
- Afrouxe a vestimenta da vítima, vire a cabeça da vítima para o lado caso ocorra vômito.
- Eleve os membros inferiores cerca de 30 cm, exceto nos casos de choque cardiogênicos (infarto agudo do miocárdio, arritmias e cardiopatias) pela dificuldade de trabalho do coração. Procure aquecer a vítima.
- Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo.

Fonte: saúde em movimento.com.br

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Primeiros Socorros Parte 2 - As fases do socorro

AVALIAÇÃO DO AMBIENTE
A primeira atitude a ser tomada no local do acidente é avaliar os riscos que possam colocar em perigo a pessoa prestadora dos primeiros socorros. Se houver algum perigo em potencial, deve-se aguardar a chegada do socorro especializado. Nesta fase, verifica-se também a provável causa do acidente, o número de vítimas e a gravidade das mesmas e todas as outras informações que possam ser úteis para a notificação do acidente. Proceda da seguinte forma:
  1. Mantenha a vítima deitada, em posição confortável, até certificar-se de que a lesão não tem gravidade;
  2. Investigue particularmente a existência de hemorragia, envenenamento, parada respiratória, ferimentos, queimaduras e fraturas;
  3. Dê prioridade ao atendimento dos casos de hemorragia abundante, inconsciência, parada cardiorrespiratória, estado de choque e envenenamento, pois EXIGEM SOCORRO IMEDIATO.
  4. Verifique se há lesão na cabeça, quando o acidentado estiver inconsciente ou semiconsciente. Havendo hemorragia por um ou ambos os ouvidos, ou pelo nariz, PENSE em fratura de crânio;
  5. Não dê líquidos a pessoas inconscientes;
  6. Recolha, em caso de amputação, a parte seccionada, envolva-a em um pano limpo para entrega IMEDIATA ao médico;
  7. Certifique-se de que qualquer providência a ser tomada não venha a agravar o estado da vítima;
  8. Chame o médico ou transporte a vítima, SE NECESSÁRIO. Forneça as seguintes informações:
- Local, horário e condições em que a vítima foi encontrada;
- Quais os Primeiros Socorros a ela prestados.
  1. Inspire confiança - EVITE O PÂNICO
  2. Comunique a ocorrência a autoridade policial local.
SOLICITAÇÃO DE AUXíLIO 
Solicite se possível a outra pessoa que peça auxílio chamando o socorro especializado comunicando a provável causa do acidente, o número de vítimas, a gravidade das mesmas e todas as outras informações que ele precisar. Estas informações você terá obtido anteriormente, durante a fase de avaliação do ambiente.
SINALIZAÇÃO
Efetuar, sempre que necessário, a sinalização do local para evitar a ocorrência de novos acidentes. Pode ser feita com cones, fita zebrada, ou qualquer objeto que chame a atenção de outras pessoas para o cuidado com o local, na falta destes recursos, pode-se pedir para que uma pessoa fique sinalizando a uma certa distância.
ATENDIMENTO
Ao iniciar o atendimento, deve-se ter em mente o que fazer e o que não fazer. Manter o autocontrole é imprescindível nesta fase. Não minta para a vítima. Procure expressar segurança e confiança no que faz. No atendimento, a pessoa que estiver prestando os primeiros socorros deve realizar os dois exames básicos: exame primário e exame secundário.
EXAME  PRIMÁRIO O exame primário consiste em verificar:
  • se a vítima está consciente;
  • se a vítima está respirando;
  • se as vias aéreas estão desobstruídas;
  • se a vítima apresenta pulso.
Este exame deve ser feito em 2 minutos ou menos. Se a vítima não estiver respirando, mas apresentar batimentos cardíacos (pulso), iniciar a respiração artificial conforme o procedimento. Caso não haja sinal de pulso, iniciar a RCP segundo o procedimento.
EXAME SECUNDÁRIO Consiste na verificação de:
1-    Avaliar o nível de consciência.
2-    Escala de Coma de Glasgow.
3-    Avaliar os 4 sinais vitais:
§  pulso.
§  respiração.
§  pressão arterial (PA), quando possível.
§  temperatura.
4-    Avaliar os 3 Sinais Diagnósticos:
  • tamanho das pupilas;
  • enchimento capilar (perfusão sangüíneas das extremidades);
  • cor da pele.
Realizar o exame físico na vítima:
  pescoço;
  cabeça;
  tórax;
  abdômen;
  pelve;
  membros Inferiores;
  membros Superiores;
  dorso.
O que o prestador de primeiros socorros deve observar ao avaliar o pulso e a respiração
Pulso:
·         Freqüência: É aferida em batimentos por minuto, podendo ser normal, lenta ou rápida.
·         Ritmo: É verificado através do intervalo entre um batimento e outro. Pode ser regular ou irregular.
·         Intensidade: É avaliada através da força da pulsação. Pode ser cheio (quando o pulso é forte) ou fino (quando o pulso é fraco).

Respiração:
·         Freqüência: É aferida em respirações por minuto, podendo ser: normal, lenta ou rápida.
·         Ritmo: É verificado através do intervalo entre uma respiração e outra, podendo ser regular ou irregular.
·         Profundidade: Deve-se verificar se a respiração é profunda ou superficial.

Fonte: saúde em movimento.com.br